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Cuidar do associado é o que move a CAMARJ, e esse cuidado acompanha você no dia a dia. É por isso que mantemos uma rede de parcerias pensada para trazer economia, comodidade e tranquilidade a quem faz parte da nossa comunidade. Nas farmácias, os associados têm acesso a descontos nas principais redes do país, aplicados imediatamente, seja informando o CPF ou mostrando a carteirinha do plano. Para quem viaja, a parceria com a OnTrip assegura condições especiais em seguro viagem, aquela proteção a mais na bagagem. E para quem nunca para de estudar, reunimos vantagens em algumas das principais instituições de ensino, com descontos que vão da graduação ao doutorado, além de cursos livres e publicações. São formas diferentes de dizer a mesma coisa: você não está sozinho. Confira um resumo dos principais benefícios e acesse o site da CAMARJ para ver a lista completa, com percentuais atualizados e as condições de cada parceria.

Seus descontos em resumo:

Farmácias

Pacheco, Venâncio, Droga Raia, Drogasil e Drogarias São Paulo

Descontos aplicados automaticamente, variáveis por produto

OnTrip Seguros Viagem

30% de desconto, válido em quatro seguradoras (Infinity, Assist Card, Harmonic e Intermac)

FGV

10% nos cursos do IDE

20% em livros online (exceto Sob Demanda e ebooks de parceiras)

Universidade Veiga de Almeida

Condições especiais em graduação e pós-graduação

UNISUAM

Graduação: 55% e preço fixo

Pós-graduação: 65%, em até 18x

Mestrado: 10% | Doutorado: 5%

Cursos livres e treinamentos: 30%

Você já pensou no espaço que as suas relações ocupam no cuidado com a saúde? Em Uma boa vida, o psiquiatra Robert Waldinger e o psicólogo Marc Schulz exploram como os vínculos que construímos se relacionam com o nosso bem-estar e a satisfação com a vida. A obra se baseia no Estudo de Harvard sobre o Desenvolvimento Adulto, que acompanha histórias de vida há mais de oito décadas.

Com uma linguagem acessível e relatos dos participantes, os autores aproximam a pesquisa de situações que todos conhecemos: a amizade que resiste ao tempo, os desafios da convivência familiar e a importância de ter alguém com quem contar. Ao longo das páginas, convidam o leitor a reconhecer o valor dessas relações e a cuidar delas nas diferentes fases da vida.

Uma leitura que nos faz olhar com mais atenção para quem está ao nosso lado: entre tantos compromissos, temos reservado tempo para as pessoas que fazem bem à nossa vida?

Dra. Ana Regis Ribeiro, Defensora Pública

“Sou associada da CAMARJ desde que ingressei na Defensoria, em 1999. Tenho até uma história curiosa: entrei no dia 3 e, no dia 10, tive um problema seríssimo de saúde, quando ainda nem era associada. Foi o presidente da CAMARJ que fez o meu ingresso na Caixa e, sem isso, eu teria enfrentado uma situação muito mais complicada. Por tudo isso, sou eternamente grata. É um atendimento extremamente atencioso e humanizado. Recomendo, sobretudo, aos colegas que estão chegando.”

Passar horas diante de uma tela virou rotina. Processos, petições, pareceres, e-mails, reuniões virtuais: quase tudo hoje se resolve no computador ou no celular. O corpo até se acostuma, mas os olhos costumam cobrar a conta. Depois de algum tempo vêm a ardência, o ressecamento, a visão embaçada, a dificuldade de manter o foco e, não raro, a dor de cabeça.

Esse conjunto de sintomas tem nome, fadiga visual digital, e está ligado ao uso prolongado de computadores, celulares e afins. Entre as causas, há um hábito que passa despercebido: diante da tela, concentrados, piscamos bem menos, e é justamente isso que resseca os olhos.

E a famosa luz azul, tão citada? Apesar da popularidade dos óculos com filtro, as evidências científicas não a apontam como principal responsável pelo desconforto. A American Academy of Ophthalmology é clara ao afirmar que não há indícios de que a luz emitida por computadores danifique os olhos, e não recomenda óculos especiais com filtro apenas para o uso de telas. Uma revisão da Cochrane, que reuniu estudos sobre essas lentes, chegou à mesma conclusão: elas provavelmente não fazem diferença relevante na redução da fadiga. Em outras palavras, mais do que a cor da luz, o que importa é como e por quanto tempo ficamos diante da tela.

Se ardência, visão embaçada, dor de cabeça ou outros sintomas se tornarem frequentes ou persistirem mesmo depois do descanso, vale procurar um oftalmologista. Nem todo desconforto visual tem origem no computador.

O que os olhos agradecem:

  • Siga a regra 20-20-20: a cada 20 minutos, desvie o olhar por cerca de 20 segundos para algo a uns 6 metros de distância.
  • Pisque de forma consciente algumas vezes ao longo do expediente.
  • Ajuste o brilho da tela para que não fique nem forte nem fraco demais.
  • Reduza reflexos e o excesso de luz ao redor do monitor.
  • Mantenha uma distância confortável entre os olhos e a tela.
  • Intercale pequenas pausas ao longo do dia, em vez de horas ininterruptas.

Fontes: American Academy of Ophthalmology e Cochrane Database of Systematic Reviews.

Para muita gente, o dia só começa de fato depois do café. Ele acompanha a leitura das primeiras notícias, aparece no intervalo entre uma reunião e outra e faz companhia nas horas de trabalho que se estendem além do previsto. Ainda assim, uma pergunta persiste: café faz bem ou faz mal?

Depende. E depende, sobretudo, de dois fatores: a quantidade e o modo como cada organismo reage à cafeína. Em julho de 2026, a American Heart Association publicou uma declaração científica que revisa as evidências mais recentes sobre a cafeína e a saúde cardiovascular. A conclusão tranquiliza quem não abre mão do cafezinho: para a maioria dos adultos, o consumo moderado não está associado a um maior risco cardiovascular. Há inclusive estudos que relacionam o hábito a uma incidência menor de certas condições, como doenças do coração, AVC e diabetes tipo 2.

Isso não significa que quanto mais, melhor. Boa parte dessas pesquisas identifica associações, não relações de causa, de modo que não se pode afirmar que o café, isoladamente, responda pela proteção observada.

Convém lembrar que a cafeína não age igualmente em todas as pessoas. Há quem tome um café à noite e durma tranquilamente; outros percebem insônia, palpitações, agitação ou elevação da pressão arterial mesmo em pequenas quantidades. Como referência, até 400 mg de cafeína por dia costuma ser um limite seguro para adultos saudáveis, embora esse valor não se traduza num número exato de xícaras: a concentração varia conforme o tipo de grão, a quantidade e o modo de preparo.

Na prática, se o café já faz parte da sua rotina, não há razão para abandoná-lo sem uma orientação específica. O que importa é observar o próprio corpo. Se ele passou a comprometer o sono, provocar palpitações ou exigir doses cada vez maiores para manter o estado de alerta, talvez seja hora de rever o consumo.

Fica ainda um último ponto: café não substitui descanso. Quando a xícara passa a ser usada de forma recorrente para compensar noites mal dormidas, o problema quase nunca está no café.

Fontes: American Heart Association, Scientific Statement Caffeine and Cardiovascular Disease, 2026; U.S. Food and Drug Administration, FDA

Como informamos em julho, a mensalidade da CAMARJ passou para 5,11% a partir de agosto. O percentual ficou no teto da ANS para planos individuais e segue bem abaixo do que grandes planos coletivos aplicaram neste ano, como Bradesco Saúde (12,96%), Amil (11,98%) e SulAmérica (11,83%).

Junto com o reajuste, chegam também melhorias nos reembolsos. O de consultas médicas passa para R$ 310, um aumento de 19,4%. A tabela de procedimentos (internações, exames e honorários) passa a seguir a CBHPM, 5ª edição, Porte 2016, com alta média de 19,9%. A tabela própria da CAMARJ também foi revista, contemplando serviços como psicologia, fisioterapia e o programa CAMARJ Especial Multidisciplinar.

Cada uma dessas decisões reforça o que move a CAMARJ: cuidar de você. E é isso que nos mantém firmes para que sigamos sendo motivo de orgulho e segurança para quem faz parte dela. Os detalhes completos estão no comunicado enviado em julho aos associados.

No dia 25 de agosto, a CAMARJ e a APERJ promoveram a segunda edição da campanha de saúde destinada aos associados e dependentes filiados à CAMARJ. O evento ocorreu na sede da APERJ, no Centro do Rio, em comemoração ao Dia do Advogado e ao Dia do Procurador do Estado do Rio de Janeiro.

Durante todo o dia, os participantes puderam aferir a pressão arterial e a temperatura, além de realizar exames de bioimpedância e oximetria. Houve também vacinação contra gripe e herpes-zóster, reservada aos associados e dependentes a partir dos 50 anos, conforme indicação médica. A ideia é aproximar o associado da prevenção e do acompanhamento, incorporando o cuidado com a saúde à sua rotina de trabalho.

Para a superintendente da CAMARJ, Cristiane Cezar, repetir a campanha confirma o quanto vale a pena abrir espaços como esse ao longo do ano:

“A realização da segunda edição mostra que esse tipo de iniciativa tem espaço e importância para os nossos associados. São ações que aproximam a CAMARJ, facilitam o acesso a cuidados preventivos e nos permitem estar presentes também fora dos momentos em que o associado precisa utilizar o plano de saúde.”

A campanha faz parte do conjunto de iniciativas da CAMARJ voltadas à prevenção e à promoção da saúde. O propósito é continuar criando oportunidades para que associados e dependentes tenham cada vez mais acesso à informação, orientação e cuidados que façam sentido nas diferentes fases da vida.

A CAMARJ deu mais um passo para facilitar a vida dos associados. Já está no ar o novo aplicativo da instituição, criado para reunir em um só ambiente os recursos de quem usa a assistência no dia a dia.

Direto do celular, dá para acessar as carteirinhas da CAMARJ, Unimed e Mediservice, além do cartão do SUS. O associado também consulta o Guia Médico, salva prestadores favoritos da rede da CAMARJ, solicita e acompanha reembolsos, verifica autorizações e o extrato de utilização, atualiza o cadastro e abre solicitações, tudo pelo aparelho.

Alguns recursos foram pensados para poupar tempo. Ao salvar prestadores favoritos, por exemplo, ficam à mão o telefone, o e-mail, o endereço e a localização pelo Google Maps, com integração ao Uber. Já na área financeira, o associado encontra seus pagamentos, solicitações e prévias de reembolso, o informe para o Imposto de Renda e a Declaração de Quitação.

Para consultar os detalhes das autorizações, basta acessar o aplicativo CAMARJ e seguir o caminho Meu Plano > Histórico de Autorizações. Nessa área, estão disponíveis o número do pedido, a senha, a data de validade e o local indicado na guia. Para facilitar esse acompanhamento, a CAMARJ conta ainda com uma notificação digital: assim que o pedido de procedimento é aprovado pela auditoria médica, o associado recebe um e-mail automático informando a liberação da autorização. Dessa forma, fica sabendo da aprovação sem precisar consultar novamente o aplicativo.

O aplicativo também permite consultar o extrato de utilização do plano no período desejado, com a opção de gerar um PDF ou enviá-lo por e-mail. E, para entrar sem digitar senha toda vez, a ferramenta aceita biometria ou reconhecimento facial.

O lançamento se soma a outras medidas da atual gestão em 2026. Ainda neste ano, a CAMARJ apresentou o novo Manual do Associado, que reúne as informações essenciais sobre o funcionamento e o uso dos serviços. Agora, com o aplicativo, amplia os canais de acesso e dá mais autonomia para consultar informações e resolver o que precisar pelo próprio celular.

Para o presidente da CAMARJ, Anderson Marinovic, o aplicativo é mais uma etapa de um trabalho voltado a estreitar a relação entre associado e instituição:

O aplicativo é uma entrega importante porque aproxima ainda mais a CAMARJ dos seus beneficiários. Nosso objetivo é facilitar o acesso às informações e permitir que cada pessoa resolva várias demandas de forma simples, diretamente pelo celular. Este ano já lançamos o novo Manual do Associado e agora damos mais um passo nesse trabalho, oferecendo uma ferramenta que reúne serviços importantes em um único lugar. Queremos que o associado perceba, no dia a dia, os resultados das iniciativas que estamos implementando.

Como acessar

O acesso é feito com o CPF e a mesma senha cadastrada no Portal TOP. Quem não lembrar a senha pode recuperá-la por SMS ou e-mail. A opção de primeiro acesso é para quem nunca usou o portal nem o aplicativo.

O aplicativo está disponível para iOS e Android e pode ser baixado pelos links e QR Codes divulgados nos canais da CAMARJ. Em caso de dúvida, o telefone de contato é (21) 2533-5995.

Com o novo aplicativo, a CAMARJ coloca na palma da mão informações que antes estavam espalhadas por vários canais. A proposta é simplificar o acesso aos serviços e facilitar a rotina de quem conta com a instituição para cuidar da própria saúde e da família.

Veja o passo a passo detalhado no Instagram da CAMARJ:

Cuidar da saúde mental nem sempre depende do fim de semana ou de um plano elaborado. Às vezes, basta uma hora bem usada em um jardim, uma livraria silenciosa ou diante de uma bela vista. O Rio, apesar do ritmo, oferece esses respiros, e vale a pena conhecê-los.

O Jardim Botânico segue sendo o mais óbvio e, ainda assim, subestimado. Caminhar entre as palmeiras imperiais logo cedo, antes dos grupos turísticos, funciona como uma espécie de meditação acidental. Ao lado, o Parque Lage abriga o Plage Café, instalado num palácio aos pés do Corcovado, bom para uma conversa sem pressa ou uma manhã de leitura.

Na Zona Sul, a Livraria da Travessa de Ipanema continua sendo um dos refúgios mais generosos da cidade. Aberta até as 22h, com café no andar superior e jazz ao fundo, é o tipo de lugar onde se passam duas horas sem perceber. No Centro, entre um fórum e outro, o Real Gabinete Português de Leitura tem entrada gratuita e um efeito restaurador surpreendente: bastam quinze minutos sob as estantes de madeira escura.

Para uma manhã mais longa, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), no Aterro, reúne boas exposições, os jardins de Burle Marx e uma vista privilegiada da Baía. E, quando o expediente termina cedo, o Mirante Dona Marta entrega o Rio inteiro em poucos minutos de subida, daquelas paisagens que recolocam tudo no tamanho real.

A lista poderia ser maior. Caberiam o Parque do Flamengo numa caminhada de fim de tarde, o Mosteiro de São Bento numa visita silenciosa, o Sítio Burle Marx num sábado mais folgado. O ponto é simples: em cada esquina, a cidade oferece um convite à pausa. Basta aceitá-lo.

O cérebro representa cerca de 2% do peso corporal, mas consome aproximadamente 20% da energia produzida pelo organismo. Essa demanda precisa ser atendida de forma estável, sob o risco de comprometer atenção, memória e capacidade de decisão nos momentos em que o desempenho mental é mais exigido.

A hidratação tem peso maior do que costuma receber nesse debate. Uma pesquisa publicada no British Journal of Nutrition demonstrou que uma perda de apenas 1,5% do peso corporal em água é suficiente para reduzir a memória de trabalho, a atenção e o tempo de reação, mesmo sem alteração da temperatura corporal. As funções mais afetadas são justamente as exigidas em leitura crítica, análise documental e raciocínio jurídico e a recomendação geral é consumir entre 30 e 35 ml de água por quilo de peso ao longo do dia, sem esperar a sede como sinal de alerta.

O café merece consideração à parte. A Food and Drug Administration (FDA) considera segura para adultos saudáveis a ingestão diária de até 400 mg de cafeína, o equivalente a três ou quatro xícaras, e recomenda evitar o consumo após as 14h, já que o efeito pode persistir por até oito horas no organismo. A Sociedade Brasileira de Cardiologia trabalha com parâmetros semelhantes. Importante lembrar que a cafeína mascara a sensação de cansaço, mas não substitui o sono, e o uso recorrente para compensar noites mal dormidas tende a produzir um ciclo difícil de quebrar.

Entre os aliados do bom desempenho cognitivo estão peixes ricos em ômega-3, oleaginosas e abacate, frutas vermelhas e cítricas, vegetais de folhas verdes escuras e cereais integrais, que oferecem energia de liberação lenta e evitam os picos e quedas característicos do açúcar refinado. A estratégia mais eficaz para rotinas intensas, no entanto, está menos na escolha de alimentos específicos e mais na regularidade: comer em intervalos de três a quatro horas, em pequenas porções, evita longas pausas seguidas de refeições pesadas, que comprometem a concentração no período seguinte.

Cuidar da alimentação em dias de cabeça pesada é parte da estratégia profissional. O retorno aparece na clareza mental, na disposição sustentada e na capacidade de manter o rendimento até o fim da jornada.

Cinco hábitos simples para dias de alta demanda:

✓ Comece o dia com um copo de água em jejum e mantenha uma garrafa visível na mesa;

✓ Coma a cada três ou quatro horas, com lanches leves entre as refeições principais;

✓ Inclua proteínas, gorduras boas e cereais integrais nas refeições principais;

✓ Reduza doces e ultraprocessados, que geram pico de energia seguido de queda rápida;

✓ Limite o café a até 400 mg de cafeína por dia e evite o consumo após as 14h.

Cansaço que não passa com o fim de semana, noites mal dormidas que se acumulam, falta de paciência com situações triviais e dificuldade para sustentar o foco em uma audiência longa ou na leitura de um processo complexo. Para muitas mulheres na faixa dos 40 e 50 anos, esse conjunto de sinais costuma ser lido como esgotamento profissional, quando, na verdade, pode ter origem hormonal, ou nas duas coisas ao mesmo tempo.

A confusão tem explicação biológica. O estrogênio tem papel fundamental na produção de energia no cérebro e sua diminuição na perimenopausa afeta regiões ligadas à regulação da temperatura corporal, ao sono, à memória, ao humor e à libido. Aproximadamente dois terços das mulheres nessa fase relatam sintomas cognitivos como problemas de memória e déficits de atenção, ao lado das ondas de calor e da irregularidade menstrual. A transição costuma ser longa, podendo durar de quatro a dez anos, com sintomas que começam já na faixa dos 35 a 45 anos, muito antes do diagnóstico convencional.

No cenário profissional, o impacto é mensurável. Estudo da Mayo Clinic estima que cerca de 1,8 bilhão de dólares sejam perdidos por ano em razão dos sintomas da menopausa e que uma em cada dez mulheres deixa o emprego nesse período, frequentemente relatando falta de concentração e redução de energia. A sobreposição com o burnout merece atenção especial em profissões de alta exigência cognitiva e carga emocional, como a magistratura e a advocacia, sobretudo quando se somam prazos rígidos, exposição a conflitos e dupla jornada.

A pista mais útil para diferenciar os quadros é olhar para o conjunto de sintomas. Ondas de calor, suores noturnos e irregularidade menstrual apontam para o eixo hormonal, enquanto o cinismo em relação ao trabalho, a sensação de despersonalização e a perda de propósito profissional são mais característicos do burnout. Quando os dois coexistem, tratar apenas um pode deixar a outra metade do problema sem resposta e por isso o olhar integrado, com avaliação ginecológica, clínica e, quando necessário, psicológica ou psiquiátrica, costuma trazer melhores resultados. Atividade física regular e cuidado com o sono têm efeito comprovado sobre humor, cognição e sintomas vasomotores e compõem a base de qualquer estratégia de cuidado nessa fase.

Reconhecer esses sintomas não é fraqueza nem sinal de declínio profissional. São manifestações de processos reais, que merecem ser nomeados, investigados e tratados, em vez de silenciados em nome da produtividade.

A Inteligência Artificial já ocupa espaço concreto no universo jurídico brasileiro. Os números confirmam o movimento: segundo o Relatório sobre o Impacto da IA no Direito – Edição 2026, conduzido pelo Jusbrasil em parceria com a OAB, o ITS-Rio e a Trybe, 76% dos profissionais do Direito já utilizam IA para elaborar peças processuais, 59% para pesquisa jurídica e 58% para redação de pareceres. No campo dos escritórios, a Análise Advocacia 2026 aponta que 47% das bancas brasileiras já adotaram soluções de inteligência artificial, com destaque para contencioso de massa e grandes organizações.

O contexto explica a velocidade dessa adoção: excesso de informação, prazos cada vez mais curtos, múltiplas demandas simultâneas e a necessidade constante de atualização. Diante disso, a IA tem funcionado como um apoio operacional, especialmente em atividades como pesquisa jurisprudencial, organização de processos, elaboração inicial de minutas, análise de grandes volumes de dados e identificação de padrões em conjuntos extensos de documentos.

O ganho de tempo é um dos atrativos mais evidentes. Ao reduzir etapas em tarefas mecânicas, a tecnologia permite que o profissional concentre energia onde ela é realmente insubstituível: na análise jurídica, na construção argumentativa e na tomada de decisão. No próprio Judiciário, o avanço foi tamanho que o Conselho Nacional de Justiça editou, em março de 2025, a Resolução nº 615, que estabelece diretrizes para o desenvolvimento, o uso e a auditabilidade de ferramentas de inteligência artificial na Justiça, prevendo a obrigatoriedade de supervisão humana, classificação dos sistemas conforme o nível de risco e a realização de auditorias regulares.

Há, no entanto, um ponto que merece atenção. A IA não substitui interpretação jurídica, sensibilidade humana, nem responsabilidade técnica. Ferramentas automatizadas podem apresentar informações desatualizadas, incorrer em erros de contexto e, em situações já documentadas em diversos países, citar jurisprudência inexistente, as chamadas “alucinações”.

O desafio é aprender a utilizar a IA com discernimento. Na prática, isso significa reconhecer que ela pode organizar o trabalho e acelerar processos, mas não elimina a etapa indispensável de revisão, validação e responsabilização profissional pelo conteúdo produzido. A produtividade jurídica passou a depender menos de acumular informação e mais da capacidade de interpretar, selecionar e contextualizar dados com critério. Em um cenário cada vez mais acelerado, a principal habilidade talvez não seja competir com a tecnologia, mas saber utilizá-la sem renunciar ao olhar humano que sustenta a atividade jurídica.

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